domingo, 23 de novembro de 2014

Para recarregar energias.

Hoje cai a chuva aqui na Tijuca. Mas se fosse há alguns meses seria ainda na General Glicério, em minha amada Laranjeiras.
Tijuca, nada contra. Mas vivi 26 anos nas bandas de lá. Te peço um pouco de paciência nesse início de relacionamento. 

- Sim, eu sei. Deveria ser melhor, afinal quantos casais de namorados se queixam da paixão comum há anos, desejando os tempos áureos do início do namorico. Mas sei lá. Me dê um espaço - não é assim que muitas pessoas pedem para pular fora? Desculpa para medo, também sei, mas me deixa usar essa desculpa uma única vez, nem que seja com você, Alzirão.

Hoje chove lá fora e aqui dentro.
Estou sozinha nesse primeiro andar vendo os pingos cairem e fazerem um barulho chato.
O ar está ligado mas nem tá tanto calor assim. Te juro que poderia sentir frio ao mesmo tempo. Que chatice. Quando foi que virei chata assim? Tão ranzinza?
Não sentes falta daquela menina que vivia sonhando em ser jornalista e apresentar um programa de entrevistas semanal naquele canal feito para mulherzinhas? Onde ela foi?
Acho que se apressou em escorregar com os pingos d'agua que vejo agora da minha janela. Ah, minha janela não dá para a rua e sim para a parte aberta do meu apartamento. Graças a Deus. Assim posso fingir que estou numa casinha de serra, sem ônibus, fumaça e o moço do gás fazendo barulho às 8 da manhã de uma segunda. 


Me sinto melhor assim. Coloco um chá bem quente e um maizena com nutella e poderia ficar dialogando aqui sozinha a tarde toda.


Infelizmente não dá. Me lembrei que está tocando um som pop anos 80 na televisão de algum programa reprisado aos domingos. Oh dia injusto. Quando está sol eu adoro, acho que é o último dia do paraíso - e não é? - mas quando chove... coração fica pequenininho.

Mas vamos voltar a parte que me tornei chata. A questão é que ainda não consegui pendurar todos os quadros da casa, nem estofar o banco que tá encostado na parede há 2 meses e continua com o tecido gasto e nada a minha cara. Ao mesmo tempo, meu tablet quebrou e rachou o viro. Seria um recado de Deus me avisando que tô rachando a cara? Será?
Ainda não consegui colocar meu cachorro no cantinho quentinho dele tbm. Tô há semanas para ir no oftamologista, já até comprei a armação nova mas onde está o tempo quando tanto preciso dele?

Me esqueci do tempo. Me esqueci também que essa chatice pode ter a ver com um fato e o peso dos 26 anos. Me tornei chata não, me tornei adulta.
Adulta essa pessoa singular que tem tantos problemas irremediáveis mas que ao mesmo tempo quer viver como se não houvesse amanhã.

A gente, adultos, nos mascaramos para viver quando ainda tínhamos 16 anos. Afinal, foi outro dia! - que mentira, já se foi 10 longos anos, escola e faculdade e algumas trocas de namorado -.
Dá um aperto no coração. Pensar que foi outro dia que a gente tava entrando no ensino médio. Que as certezas eram tão poucas mas arrebatadoras. E que a única preocupação ou tristeza era perder aquela festa de 15 anos ou então os sapatos dentro de um taxi depois de ficar bebada tomando uma bebida bem fracote (continuo a beber essa mesma bebida e a ressaca continua vindo tbm, como pode?). 


Agora toca na televisão: "É tempo de esquecer todas essas amarguras. Vem tomar um pouco de alegria comigo. Não procure nada que o atrapalhe. Vem dançar bambolê".
Quase um hino a alegria e a acabar com essa chatice que o domingo instalou. Graças a Deus! É um recado dele me falando que há luz no final do túnel.

Se nada der certo, se essas amarguras e incertezas não passarem... se eu não for feliz imediatamente eu terei a ele. E não, não é Deus, gente. Ainda não virei evangélica.
E sim, teremos sempre o bambolê. E porpurinas. E um jardim aberto. Com música tocando ao raiar do sol.
Teremos o carnaval.


E aí sim, adultos, vamos voltar a sorrir. Porque a uma vez no ano seremos quem quisermos. Sem conta pendurada, sem fatura do cartão para chegar, sem parentes queridos partindo, sem o "peso da idade" e o "queria-fazer-mas-não-fiz-tô-muito-velha-para-recomeçar". Seremos fantasia.


Eu serei mulher maravilha ou Cleópatra. Ainda não decidi. 

Mas contagem regressiva para sair em busca daquela máscara que me faz tão feliz. Tomara que em 2015 ela dure o ano todo...


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A vida sem freio

...me leva, me arrasta, me cega
no momento em que eu queria ver.

Acordo de manhã e a rotina é a mesma. Abrir o olho, desligar o despertador, colocar meus óculos, ver o celular, dar bom dia ao meu amor, escovar os dentes, tomar banho, colocar a roupa, tomar café, fazer carinho no meu cachorro, sair de casa atrasada (porque fiquei vendo o celular demais), bater o portão.

Chega no trabalho, verifica emails, faz follow up, planeja próximas ações, atualiza apresentações, aumenta logo do cliente. 

Pausa para o almoço. No trabalho. Esquenta, come, conversa. Lê um livro, uma revista, se distrai.

Fim do dia. Desejo de libertação, férias durante 3 dias, acordar tarde, sentir preguiça e poder continuar deitada. Dar um pulo na praia, mergulhar no mar, tomar um matte gelado. Subir o morro e comer uma boa feijoada.
Domingo dia mundial do fazer nada com prazer e eu faço. 


Somos assim. Pré-determinadas a uma rotina intensa. De vai e volta, idas e vindas. De acordar e dormir. Desligar e ligar. Acender e apagar.

Onde está o sonho? 


Aquela faísca pequena que te acorda de madrugada com um mantra: "vai lá e faz!" e não te deixa mais dormir.
Eu tinha muito a minha quando era do colégio e sonhava em ser uma jornalista famosa e renomada.

Hoje em dia só desejo que meu dia seja legal, que tenha trabalhos interessantes e que a sexta chegue ensolarada.


Por muito tempo pensei que isso fosse triste. Fosse aquela premissa clichê: "quando se faz o que se ama, a segunda-feira se torna muito mais feliz". Que mentira! Você prefere continuar esparramada na areia ou prefere enfrentar um trânsito caótico espremida em um ônibus lotado e sem ar?
Vai por mim que a opção 1 é sempre mais prazerosa.
Mas isso não descarta a possibilidade da número 2 ser menor ridícula e entristecida.

Não tomo mais meus sonhos em falso e meus atos falhos como um aviso do destino: "se joga e faça o que te faz feliz!".

Eu já faço isso. Poder acordar ao lado de quem eu amo, poder estar cercada de amigos, poder ter o que fazer de segunda a sexta no horário comercial, ter me formado com louvor, poder caminhar com as minhas próprias pernas - mesmo que isso não signifique sair de casa ou uma viagem internacional por mês.

Respiro aliviada. Mesmo a monotonia de todo dia, o cansaço e a vontade de mandar um foda-se bem grande pro mundo estimula a gente, né?

Pelo menos estimula o meu lado de respirar fundo e enfrentar a vida que nem sempre é fácil.

Nem de momentos alegres vivemos o tempo todo. O príncipe encantado também anda de metrô, se é que ele existiu algum dia. O emprego dos seus sonhos você é quem faz. Dinheiro não dá em árvore. Ser filha única não é um problema (e nem sinônimo de pessoas mimadas). Tijuca é do lado de Laranjeiras. A praia mais gostosa é aquela que ninguém sabe e não aquele point do fim de semana. Ser chefe também é duro.
E ser adulto é mais ainda.

Viva essa vida louca, breve e tão vivida. Afinal, como iríamos reconhecer os momentos do destino caso a vida não tivesse essa rotina?!


E hoje é sexta, ainda. Um viva maior ainda! :)

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Do amor

Nos encontramos despretensiomente em uma mesa de bar. É claro que ele não vai lembrar disso. E ainda vai dizer que anos antes, eu que dei em cima dele em algumas férias do verão escolar carioca.

Pois é, o tempo passa. A primeira vez que nos esbarramos, conta ele, deveríamos ter 16 anos. Hoje estamos mais perto dos 30. Graças a Deus que foi assim.

Tem gente que a gente torce pra encontrar e tem gente que a gente simplesmente encontra. Esses encontros são coisas de gente. De alma, de conexão, de outros destinos. Eles transpassam o tempo e não dão importância quantos anos antes vocês estiveram separados. Acontece quando tem que acontecer.
E foi da assim.

Da mesa de bar para a festa. E mais festas. E até um pagode lixo que tinha perto da minha casa. Mentira, não era lixo não. Mas pra ele era porque ele nunca foi fã de pagode. Hoje em é. Ele diz que não mas eu sei que ele tem uma playlista da Turma do Pagode no celular. Coisa minha isso, me sinto até orgulhosa.

Da festa para o cinema, para a piscina do prédio dele, para a praia, para as viagens. Para mais festas. E olha que hoje em dia, 4 anos depois, ele torce para o dia que vou chegar e falar que estou cansada de sair pra dançar. Porque ele não gosta ou então finge que não, nunca entendi.

Naquela euforia de carnaval carioca, onde as pessoas vestem fantasias e imaginam ser o que não são, nos encontramos por fim. Naquela 3ª feira de Carnaval ou 4ª feira de cinzas, não me lembro, selamos o amor. Porque comigo é 8 ou é 80. Nunca tive a característica de ser uma pessoa em cima do muro. De “tanto faz” ou “tanto fez”. Tenho dramas fortes e amores também. Ainda bem que ele topou ser esse último.

Agora já se passaram quase 4 anos. Desse carnaval. Dessa minha nova descoberta que amores perfeitos são completamente imperfeitos. Que o príncipe não existe. Ou então, na forma dele, veio apenas ele. Com toda sua bagagem e suas imperfeições que o fazem ser perfeitos, como naquela mesa de bar há tempos atrás.

Parecia que eu sabia. Que todos os amores de antes me levariam e ele. Que todos os erros e as tristezas, seriam apenas uma ponte a ti.
E que bom que escolhemos o caminho mais sinuoso. Assim aprendemos que ninguém caminha nessa vida sozinho.

Obrigada por me dar a mão sempre. Mesmo que seja para entrar no mar quando a água está fria ou para me equilibrar em cima da bicicleta que me dá tanto medo. Ah, se todos os medos fossem esses, né?

Esse é o maior presente que você poderia me dar.

<3 

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Um dia no 435 - Gávea/PUC

Sento no 435 todos os dias, né.
Depois da trajetória casa-metrô-onibus direto para o trabalho. 
Dia desses, estava chovendo. Já com os nervos a flor da pele, porque me sinto uma lesada de guarda-chuva (com hífen ou não?) pelas ruas do Rio.
Por Botafogo.
Na Voluntários.
Onde as calçadas não têm vez.
Já ia para a décima reclamação do dia (em pensamento), quando entram duas meninas *adolescentes* no ônibus. Digo *adolescentes* mas deviam ter seus 19 anos e eram bem maiores e mais espertas que eu. O que posso fazer? 26 anos na cara mas alma de 15. O tempo tem dessas coisas.
Elas estavam rindo, falando alto, mostrando o Iphone uma para a outra.
O 435 é um ônibibus que vai para a PUC, né. Logo me dei conta que as duas deviam estar indo para a faculdade em uma manhã chuvosa de terça-feira. 
E não tinham nada a reclamar. Nada a perder.
Observei de longe e relembrei os anos que saltava todos os dias às 8 da manhã em uma 1o de Março lotada, em direção a minha faculdade.
Era um misto de alegria e nervosismo. Misto de ansiedade que fazia qualquer aula até as 22h valer a pena.
E olha que não estamos falando do glamour da Gávea, do pilotis lotado ou do tão famoso Seu Pires. Estamos falando do Centro da Cidade, mendigos, rua suja e esgoto brotando no seu pé de graça.

Mas tudo bem.
Até subir 10 lances de escada quando o elevador não estava funcionando, se tornava fun. Sempre encontrávamos amigos, falávamos do fim de semana ou então nos tornávamos estranhos e calados durante o percurso. E olha quem estudou na Espm-RJ sabe do que eu tô falando, o elevador estava sempre lotado e com filas gigantes.
Sabe, nem me importava de estudar até 23h. Sempre tinha um mongol que lançava a Domino's no meio da aula e a sala toda saia para fazer uma boquinha. 
A aula de finanças se transformava em uma batalha comigo mesma. Me esforçando para ser melhor a cada dia (e aprender a mexer no excel porque né, para uma pessoa que sempre correu de números...) e para a professora me amar sempre e me dar aquele meio ponto que sempre deixava a desejar (e dava certo!). 
Até o trabalho de final de curso foi delicioso de fazer. Juro!
Faculdade tem dessas coisas estranhas. Você sai de Laranjeiras rumo a Niterói só para um simples churrasco de turma.
Bebe às 10h num pé sujo só porque o professor faltou.

Tem dessas sensações meio loucas e meio novas. Descobertas.
Daí entendi o brilho no olhar daquelas amigas. Entendi a animação, a vivacidade e a euforia.
Tão novas indo descobrir uma vida que passa em 4 anos tão rápidos.
Se eu soubesse como passou tão depressa contava para elas, para elas nunca reclamarem do 435 lotado, da chuva, do frio, do trabalho de todo dia.
Deu até vontade de ser uma dessas pessoas se pega rindo no meio do caos, lembrando de um passado não tão distante que era tão bom. 
Me peguei até com saudades.
Saudade boa, sabe? Dessas que não dói. Que faz lembrar que é por essas e outras da vida que a gente se pega sim rindo dentro do 435 lotado.
Agora já estou chegando no trabalho. E fico aliviada de ver que tudo valeu a pena. Até esse trânsito insuportável de Botafogo. Valeu São Clemente!



terça-feira, 10 de junho de 2014

Carinhas do Instagram

Num desses domingos de tédio ou talvez numa quarta-feira chuvosa e só com futebol na tv, eu me peguei (mais uma vez, me julguem!) apreciando nosso querido vício Instagram.
Sim, porque se na vida e nos filmes temos estereótipos, com a rede social mais acessada do mundo (vide MINHAS constatações! Ham!), não seria diferente.

Eu e você com certeza cabemos em um desses personagens maravilhosos abaixo. Ninguém pode se sentir julgado porque cada um tem sua beleza e seu lugar ao sol no mundo dos filtros e das hashtags. Se a carapuça vai servir em algum, digamos, menos honesto, fique a vontade para reclamar. Como era moda há um tempo: o “choro é livre!”.

O cara da natureza
Sim, o cara que AMA fotos do mar de Ipanema com o Dois Irmãos ao fundo. Que tem a sua Go Pro e posta suas fotos de dentro d’agua com o pôr do sol ao fundo em plena terça-feira.
Essas pessoas não trabalham? Moram perto da praia? São fotos forjadas de um fim de semana e eles postam durante o expediente só para causar inveja? Essas e outras questões em breve, no Globo Repórter.
Além da paisagem clássica carioca, essa galera curte uma hashtag verdadeira. Sim, porque pessoas como você e eu somos adeptas das hashtags de mentirinha, do tipo: #felixémelhorquecarminha ou #projetojô ou #jacandoumavezjacandoforever. Mas a galera das fotos ensolaradas, daquela cachoeira lá no interior de Minas ou do verde de Itaipava, curte tipos assim: #nature, #sunset, #021, #sunnyday, #landscape, #fugereurbem e coisas derivadas. Pra que? Pra ganhar seguidores! Claro! Todo mundo que se preze e coloque as hashtags corretas, quer alavancar seus followers. E a galera natureba, que tira fotos quase que distraidamente (aham!) e leva uma vida pura e ao ar livre, quer é chegar aos 10k ali em cima do perfil.  E vamos combinar que o amigo perdeu meia hora da sua vida escolhendo qual filtro ia ficar mais bonito para aquele #magicmoment. Aliás, quem nunca?

Selfie com frase de efeito – o famoso: WHAT?
Sim pessoas. Até quando a galera vai postar uma foto de si mesma de biquíni, de óculos escuro, de roupa de trabalho ou na academia com uma frase embaixo louvando o Senhor? Por-que? O que isso quer dizer, gente? Me expliquem! Esse é o maior mistério do Instagram, eu juro.
Peitos apertados no biquíni e uma interrogativa: “Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca ou não toca”. Hashtags: #clarice #lispector #bomdiaespecial #vamosparamaisumavitoria
O que o isso quer dizer? Que Clarice tem a ver com seu bom humor matinal ou com sua beleza “distraída”?
Acho que a legenda apropriada para esse tipo de momento poderia ser algo como: “Acordei linda, fiz escova, coloquei minha roupa nova e quero que todo mundo saiba! #euseiqueeusoubonitaegostosa”
Pronto, uma coisa muito mais verdadeira e sincera consigo mesmo. Vamos lembrar que mentir para si mesmo é sempre a pior mentira.

Comilão do Insta
A pessoa VIVE para comida! Acho que essa poderia ser EU! Amo fotos de pratos gostosos, da #jacadadofinde (que geralmente começa desde 5ª feira há!), de um bom vinho e da galera reunida para um foundie em um dia de inverno carioca (20 graus, haha tem que rir da gente né?).
Mas tem umas pessoas descontroladas!
Entram em um restaurante, fazem check in e postam. Acho que isso é coisa de blogueira que quer depois um jabá naquele restô famoso. Não acham?
Aí você vai no feed da pessoa e parece um guia dos melhores restaurantes do RJ. Tipo, Veja Comes e Bebes sabe?
E claro, você fica se remoendo em cada foto quando aparece aquele raviolli trufado enquanto na sua geladeira só tem nuggets recheado de queijo. #shameonyou

Aloka da Academia
Ai, um tipo tão famosos nas redes sociais! Vamos falar entre nós, todo mundo já postou fotinho  com seu Nike- colour-ultra-mega-blaster-phoda para entrar na moda do #projetowhocares.
Tudo bem que essa fase passou. Assim como a fase das fotos dos lanchinhos lights. Porque to-do mundo sabe que uma pipoca de manteiga às 17h de uma sexta-feira no expediente é muito mais amor, né?
Só que passada essa fase maravilhosa, as alokas da academia continuam. Com aqueles maiôs colados e cor fúcsia que dói o olho. Imagina ao vivo, gente! Demorrer, né?
Fora as fotos nos aparelhos, fazendo agachamento ou levantando o muque sarado. Acho digno de quem trabalha com o segmento querer promover seu #personalwhocares, mas vocês realmente acham que eu quero saber quantas flexões você faz por dia ou qual a cor da sua polaina?
Prefiro uma foto de pijama. É sério. É mais sentimental e carinhoso.

O Fanfa da Náight 
Esses eu vejo pouco mas juro que existem. Acho que tenho poucos amigos desse tipo em meu feed, mas vou tentar explicar rapidinho...
São aquelas pessoas que AMAM uma night e não escondem que amam também esbanjar com um combo de vodka no meio da pista.
Aquela multidão lá embaixo e a galera no camarote, portando tops apertadérrimos e bonés com o nome da festa xyz #quemnunca?.
Esse é um tipo bem comum também que a-do-ra uma hashtag brincalhona e diferenciada, por isso ganha pontos comigos! #sódedanone #thezueraneverends #trasabebidaquepisca
Uma gracinha dessas até que faz bem. Eu rio por dentro. Juro!

O Cult Misterioso
Fotos de sombras. Véus. Flores em preto e branco. Silhuetas no mar.
Você nunca entende que raios a pessoa está postando! Se é uma fotografia, se está do lado errado, de cabeça pra baixo, se você é too dummie que não entende a carga emocional do que está sendo retratado.
Eu nunca sei.
Acho que prefiro o basicão: pessoas sorrindo, se abraçando e sendo felizes. Mas essa galera tem seu valor, acho que podem ser potenciais artistas que exploram o Instagram para mostrar seus trabalhos escondidos. Por dentro, queriam ser fotógrafos melancólicos.
As legendas são suspense também. Uma palavra solta: aMORaMAR.
E nada de hashtags, tá! É brega para eles. Preferem apenas um texto com efeito para gerar dúvidas e questionamentos sobre a situação atual do mundo.

Eu acho que poderia elencar mais alguns mas agora os amiguinhos me fugiram da cabeça...
Todo mundo é um pouco de cada um e cada um está dentro de um pedaço de nós, não acham?

O mundo virtual é um espetáculo para sermos o que quisermos. Mesmo que a gente demore 1 hora para tratar uma foto ou para achar o ângulo perfeito da quebrada da onda em um pôr do sol de Ipanema.
Esse último é tão clichê pra mim, mas é tão lindo que não me canso. Postem a vontade, por favor!



domingo, 8 de junho de 2014

To read: Maio e Junho

Esses últimos meses têm sido importantes no meu quesito "leitura".
Ando buscando novos títulos e assuntos diferenciados para ler, uma vez que eu andava tendo pesadelos e súbitos arrepios (andando sozinha pela casa no escuro) após ler títulos com cargas pesadas de assassinatos, sequestros e afins.


Mas simplesmente não dá.


Esses últimos livros que escolhi para passar o tempo depois um dia stressante no trabalho, acabaram me deixando mais stressada! Mas não reclamo! Que delícia é poder terminar mais um livro. Passar as folhas. Sentir o cheiro de livro novo. Guardar o marcador para a próximos história.

E lá fomos nós em mais dois livretos baseados no suspense, no noir, no lado obscuro dos seres humanos hohoho #achandoquehohohoérisadamaligna

- O Tribunal das Almas, Donato Carrisi 

Nunca tinha ouvido falar nesse autor. Encontrei os títulos dele em um blog que gosto (Sonhos de Crepom) e a capa do livro me chamou atenção.
Aquela velha premissa de não julgar um livro por sua capa não funciona comigo. A capa é uma das primeiras coisas que me chamam atenção em uma leitura. Ela precisa ser convidativa, algo como: "Me abra agora!". Se não rolar essa química na primeira olhada, não rola.
Acho que já deixei de ler histórias interessantes por causa disso. Mas bem, vamos em frente.
A história é baseada em um homem, chamado Marcos, que não tem lembrança de seu passado e nem de sua identidade. Mas ele tem um dom. Ele consegue analisar cenas de crime e encontrar as falhas deixadas para trás pelos policiais. Ele consegue desvendar o lado obscuro dos serial killers, consegue "entrar em sua mente" e descobrir pistas que uma pessoa comum não conseguiria.
Ao mesmo tempo que o autor narra a história de Marcos em mais um mistério, nos apresenta também o sumiço de uma adolescente. Um sumiço muito suspeito, já que ela foi levada de seu apartamento sem deixar vestígios.
Somando-se a esses dois fatores, alguém (uma outra pessoa misteriosa uhu), também está usando o arquivo criminal da Igreja para colocar em prova crimes não solucionados, gerando vingança e sede por justiça daqueles que tiveram conhecidos assassinados,

Resumindo:
É uma história cercada de bem x mal. Muito da história da Igreja e de seus Santos são colocadas em questão também. Eu não gostei muuuito disso. Pois tem muito a ver com a religião e a sua visão de certo e errado no mundo. A Igreja tem ideias bastante antigas sobre a sociedade dos homens, todo mundo sabe disso. E nesse livro isso é botado em questão mais uma vez.
Tirando essa parte cristã do livro, a história é contada em flash backs e te envolve do início ao fim. Muitos outros personagens surgem na história como o fotógrafo jornalista David e sua esposa, uma delegada que começa a desconfiar da morte acidental do marido.
No final das contas, é mais uma história de como as pessoas, diante de uma situação extrema, se comportam. Nos coloca em cheque e nos pergunta: até onde a vingança consegue apagar as dores dentro do nosso coração?
E claro, trava aquele velho dilema presente em tantos livros: todo mundo tem um quê de bem e mal dentro de si. 

Todo cuidado é pouco com todo tipo de gente, né?

- Suicidas, Raphael Montes

Esse é novinho em folha, terminei de ler hoje durante o almoço na casa da vovó.
Isso porque começei o livro na 5a feira a noite. Sim, essa 5a feira mesmo. Ou seja, demorei 3 dias para terminá-lo. Isso porque (parte 2), ontem tive que ficar economizando o livro porque não queria que terminasse. Isso também tem um pouco a ver porque não queria gastar mais R$50,00 em um livro novo, mas isso é uma outra história sobre os surrealismos do Rio de Janeiro...

Suicidas é o primeiro livro de Raphael Montes, autor brasileiro de apenas 23 anos. Pode isso, gente? Achei sensacional ler um livro de uma pessoa quase da minha idade e do meu país. É raro isso acontecer comigo. Sempre acabo preferindo histórias estrangeiras, infelizmente.
O livro conta a história de 9 amigos da elite carioca que resolvem cometer suicídio em conjunto em uma brincadeira de roleta-russa. A história, também envolvida em flash backs (acho que é uma tática comum dos escritores de suspense, para confundir o leitor... não acham?) nos leva a conhecer todos os personagens e seus supostos motivos para cometer suicídio. Após um ano da morte de todos, as mães dos garotos são chamados para uma reunião e alguns detalhes do que de fato pode ter levado nove meninos saudáveis e aparentemente felizes, a se entregar a morte de uma maneira tão cruel são voltados a cena. 

Um outro autor entra na minha lista de "preferidos". Raphael tem uma linguagem muito atual, sem rodopios, sem detalhes exagerados e que nos prende a atenção o tempo to-do. Em cada final de capítulo, uma vontade louca de ir logo para o próximo para saber o que acontece. Algo tipo Revenge e Homeland. Uma tensão do início ao fim!
Gostei bastante do livro porque além do suspense investigativo - por que os garotos cometeram suicídio? quem foi o responsável pela ideia inicial do acontecido? como eles conseguiram o revolver e as balas? e etc, etc, etc - , ele mostra, novamente, a dupla face das pessoas. Novamente o bem x mal é posto em evidencia e nos faz desconfiar dos nossos amigos mais íntimos. Aquela velha pergunta: até que ponto conhecemos tão bem nossos entes queridos?
Todos estão dispostos a tudo para se dar bem?
O quanto as máscaras caem quando o fim está próximo?
Todos os mistérios e perguntas do livro só são respondidos na última página do livro, literalmente. E eu achei o final surpreendente! Por mais que rolem algumas desconfianças no começo do livro, você acaba esquecendo suas suspeitas e vai tendo afeição por alguns personagens, entendendo seus caminhos. Mas depois que a verdade final é revelada, você pensa: putaquepariu! Como as pessoas são capazes de tanto por tão pouco?

Sinistro.

Enfim. Dois ótimos livros, maravilhosos. Que eu julguei pela capa sim. Menos o Suicidas, que ao primeiro ver me parecia um rolo de filme hahaha. Só depois que fui entender seu desenho na real. #mejulguem 


O próximo título vai ser para descontrair: Divergente.
Para acalmar e servir como passatempo. Porque me cansa as vezes ser detetive, viu.



Vê se não parece um rolo de filme, gente... 


segunda-feira, 2 de junho de 2014

But first, let's take a selfie. With Mueck.

But first, let’s make a self... with Mueck.

Era mais um domingo despretensioso. Namorado viajando, chuva, frio. Depois de ver algumas beldades em campo num sábado a tarde com as amiguinhas, o que a domingueira poderia me reservar?
Amigos do trabalho + Joe and Leo’s + MAM. Iuhul! #asaudadeagradece

Pausa: Joe And Leo’s é um restaurante engraçadinho né, gente. Minha vida toda, ou melhor, minha adolescência, ele sempre foi o restaurante opção 2. Opção 2 quando o Outback estava cheio. Quando não tinha pager e nem lugar no bar para sentar. O que eu fazia? Dava a volta no corredor, passava pela Tok Stok e ia direto para ele. Me acalmava. Era uma segunda opção, válida, segura. Sempre estava vazio. Sempre tinha um hamburger e batatas sorrisos me esperando sem fila.

Voltando.

Depois do almoço, por volta de umas 15h, partimos em direção ao MAM para ver a tal exposição consagrada do Ron Mueck. Eu não sou tão fã de exposições, na real, só vou a qual me interessa e não nessa que está na última moda da semana de artes de Berlim. Pois bem, fui.
Compramos ingresso na internet porque, né, quem é a alma viva que ainda se garante em comprar na bilheteria?
Bom, depois desse domingo fatídico, eu entendi que MILHARES. Não, não era um bolo de 100 pessoas em uma fila caracol que dava voltas e voltas no pátio do MAM. Eram milhares. Parecia o Boi Tolo em época de Carnaval. Mas claro, sem o glamour de confete-serpentina-fantasia-cerveja-porpurina. 


Enfim, como tivemos essa ideia brilhante e inédita de comprar pela internet não enfrentamos nada. Nem uma alma viva na nossa frente. Só aquela boa e organizada atenção dos serviços no Rio de Janeiro. Uma pessoa muito simpática pegou nosso bilhete e ras-gou. Cadê catraca eletrônica, gente? Cadê museu padrão Fifa? Não tem.
Fazemos no old style.


Entramos.  Fila caracol, passos lentos, crianças correndo e gritando na escada. Meu medo singelo por esses pequenos seres porque os pais deviam estar mexendo no celular jogando Perguntados.

Eu nunca vi um museu tão cheio na minha vida. Ok que como disse acima, não sou a maior frequentadora dos mesmos. Ok que o ingresso é R$7,00 e acho isso bem legal porque aproxima a cultura de uma forma bastante generalizada. Ok que era domingo chuvoso e não tava dando praia. Mas mesmo assim a quantidade de pessoas pelo MAM me chocou. E antes tivesse sido positivamente.
Eu não gosto de empurra-empurra, de calor, de ter que ficar pedindo “licença” e a pessoa olhar pra sua cara e fingir que não te ouviu. Uma pessoa de 40 anos não pode ser considerada senhora e debilitada. A não ser que seja surda que dói. Mas não devia ser já que tirava mil fotos e falava no telefone e falava com a colega do lado: “Vamos lá tirar uma foto com a galinha!”.


E lá fui eu ver a tal da a galinha também. Uma galinha bonita, bem feita, com penugens.

~ O trabalho do cara realmente é foda, de pirar.
É de uma leveza e sinceridade. São situações da nossa vida, que podiam acontecer comigo, com você, com o cara da esquina. E são congeladas a olho nu. Assim de perto, tão real, que parece que a pessoa vai pular em cima de você e gritar: “Me tira dessa solidão!”.  ~


Voltando a galinha.

Uma galinha. Uma roda de pessoas em volta. Muitas. Muitas pessoas agachadas, se espremendo, passando por cima do cordão de isolamento. Sim, a galinha tinha um cordão de isolamento. Tipo um bueiro que acabara de explodir. Cuidado!
Cuidado!


1, 2, 3 e muitos flashs. Mesmo a menina educada pedindo para que isso não fosse feito. Mesmo com um cartaz na parede falando o mesmo. Onshi. Vergonha alheia.
Pessoas agachadas. Fazendo o que?
SELFIE COM A GALINHA. SELFIE. Com dedo joinha.


Ok. Pode ser coisa de gente estranha que gosta desse tipo de lembrança para posteridade. Ou não.
Vamos prosseguir pela exposição.


Ando mais um pouco. O rosto de Ron Mueck. 

Um alguém em off para os amigos: “Nossa, mas parece com o cara do filme”. E o filme ao lado passava um dia na vida de quem? Do Mueck.
O amigo nem se deu o trabalho de ler a legenda da obra. O que ele queria? Tirar uma selfie com Mueckão. Tipo: “Eu e meu amigo Ron-Ron dentro do MAM! #barba #dormindo #acordamueck “
Tipo, isso é sério?

Assim, eu não falo nada. Adoro uma foto. Registro comida, Game of Thrones, uma compra nova, flor na rua, amigos do trabalho, namorado dormindo. Sou sem limites. Mas descobri gente que é pior. Não sei se pior, mas é completamente insano essa relação prazer-aparecer.
Foi pro museu. Pagou entrada. Ficou na fila. Se acotovelou. Pra tirar fotos.
Não foi para ver, conversar, discutir, se informar, absorver cultura. Foi para tirar fotos e mostrar que foi.

Muito da teoria que estamos vivendo o que o Instagram retrata e não a vida real. Sem poses. Sem filtro. Sem seguidores.
Preocupante. Porque eu também devo ser assim.  (pelo menos não tirei foto com a galinha)

Isso ligou meu alerta. Até quando vamos chegar num restaurante e fotografar o prato? Vamos viajar e fotografar o mar ao invés de entrar? Fotografar um beijo ao invés de tacar um beijão de língua que não tem pudores?
Sei lá.

Só sei que fiquei meio desnorteada. Mas fui lá. Adorei. Curti.
Só não entrei na onda da selfie, porque né. Não ia pegar bem me jogar no barquinho abandonado e tirar uma foto com o vovô nu. Ia pegar mal. Baixar o número de followers. Talvez até ser considerado conteúdo proibido do Instagram.


Sai de lá pensando e sem minha selfie com Mueckão. #chatiada

Foto de uma desconhecida mas podia ser eu, você, seu vizinho... 

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Sobre Mudanças

- Sobre mudanças.

Um belo dia uma amiga nos convidou para um almoço. Contou que estava grávida. Logo mais que iria se casar.
Há uns 3 anos meu primo estava indo fazer faculdade nos EUA. Ainda não voltou.
Uma outra tbm zarpou rumo a uma cidade diferente e foi ser feliz em Salvador.
Ainda tenho uma que terminou um namoro de anos porque queria algo a mais. 

Alguns exemplos bobos e nem tão raros assim de como a vida pode mudar. Seja a mudança planejada ou não, todos se adaptaram e encontraram uma nova maneira de ser feliz. Aliás, qual ser que melhor se adapta as travessuras da vida? O ser humano.
É aquela velha história de darwinismo coisa e tal: quem melhor se adapta, vence.

Há alguns meses meus pais falaram que teríamos que nos mudar. Doeu meu coração, fiquei triste e demorei mais ou menos uns 4 meses para me acostumar com a ideia. Sair da zona de conforto, perder amigos, a antiga linha de ônibus, a carrocinha de cachorro-quente da esquina. Fiquei arrasada. 


Conversei muito, li muito, espaireci muito. Também caminhei muito pelo novo bairro. Vi similaridades mas muita, muita diferença. Doeu ainda mais. Como caminhar por aquelas ruas tão movimentas? Como trocar o ônibus pelo (nem sempre confortável) metrô? Como dar adeus a velhos hábitos?

Essa é a pergunta que mais me faço atualmente.

Também espero uma resposta de como isso vira um fato positivo na minha vida. Acho que vou criar mais coragem e responsabilidade. Vou vivenciar novos ambientes e talvez quem saiba, criar novos amigos. Mas o que mais me indago é: até que ponto estamos preparados para mudar?

Tenho 25 anos, sou da geração Y, agir por impulso faz parte de mim. Aquela premissa: "Um passo para frente e você não está mais no mesmo lugar" é muito verdade. Quantos erros e acertos te trouxeram até aqui?

E se eu tivesse escolhido outra faculdade? E se não tivesse terminado em 4 anos?
E se eu não tivesse feito 9 tatuagens? Ainda seria eu?
E se eu não nascesse na família que nasci? Ainda seria a mesma Bianca?
E se eu tivesse sempre morado na Barra? Teria sido sempre feliz?
Tantos "e se..." mas nenhuma resposta.
Oras, nenhuma resposta porque nada disso aconteceu. Porque essa aqui é a Bianca, que morou a vida toda no mesmo apartamento, que preferiu a ESPM do que a PUC, que faz uma nova tatuagem nova a cada ano e acha isso o máximo e que mudança pra ela mesmo, só na cor do cabelo e no esmalte.

Difícil. Uma vez ouvi que "crescer dói mas vale a pena". Ouvi isso com uns 14 anos de idade e não me fazia ideia do que seria a verdade escondida atrás dessa frase. E dói, viu. Tantas escolhas, tanto futuro, tanto medo de dar errado, de ter feito a escolha errada. De estar perdendo seu tempo com uma vida que não é sua.

Mas como saber? Só vivendo...

Vai chegar um momento que vou ter todas essas perguntas. Vou me desprender e pum: falar para todo mundo que mudar é preciso. É quase uma necessidade da gente. Que ser o mesmo sempre é uma chatice.

Não é mesmo? Como é bom ter milhoes de possibilidades e querer viver um pouquinho todas elas. 

Afinal:

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas ...
Que já têm a forma do nosso corpo ...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos
mesmos lugares ...

É o tempo da travessia ...
E se não ousarmos fazê-la ...
Teremos ficado ... para sempre ...
À margem de nós mesmos..."

E o tempo é esse agora. Isso tudo por causa de uma mudança? Não gente, não é bem assim. Vocês sabem. É só um impulso para uma nova vida, uma nova Bianca, um novo ser humano. E eu até que estou animada para conhecê-los.


Mas ó, tbm não se enganem. Vai chegar o dia que eu não vou mais falar para o taxista: "É ali em Laranjeiras, na General Glicério...". E vai doer rapidinho. Mas depois passa. 
Vocês vão ver que vai passar.



sexta-feira, 11 de abril de 2014

Na sibéria não tem nada disso. Ou: crônica do off-line.

Um belo dia meu celular começou a dar problemas.
O celular que eu tinha comprado nem 2 meses e que eu cuidava feito filho. Porque né, morando no Rio esses últimos tempos, sempre rolava o medo de ser assaltada em qualquer canto: esquina de casa, esperando o ônibus, dentro do ônibus, dentro do taxi e por aí vai. Cenas cotidianas da vida carioca. 

Do celular dar problema até o dia de hoje que escrevo, uma sexta-feira atípica (e logo vocês entenderão o porque), passaram-se 4 longos dias. 
Nesses 4 longos dias eu mesma me ensinei muita coisa e pude voltar em dos tempos muito deliciosos da minha adolescência: a era antes dos smartphones. Quem lembra? Quem esqueceu? Como vivíamos nesses tempos primórdios? Essas e outras curiosidades hoje, no Globo Repórter.

Pois bem.

Tudo começou dentro do metrô voltando da assistência técnica e indo para o trabalho. Um percurso que no meu antigo emprego, durava menos de 10 minutos pois são apenas 2 estações. Minha mão procurava a minha bolsa que procurava o celular. Tirei da bolsa naquele impulso que faço diariamente durante meu trajeto casa-trabalho-trabalho-casa. O que achei foi o meu celular "reserva" da Nokia, com jogo da cobrinha e camera 3.2 pixels. Apertei e nada aconteceu.
Cara de decepção e aguardando os 10 míseros minutos em silêncio profundo comigo mesma. E um pequeno tédio.

No trabalho, costumo colocar o Iphone ao meu lado. Volta e meio, aperto o Menu para poder ver se recebi as mensagens cotidianas: whatsapp, mensagem da mamãe (que tem whats mas prefere sms, respeitemos), email pessoal, etc.
Nada.

A luz acendeu e apagou. Me senti pelada, sem uma extensão de mim. Isso porque estava no trabalho e poderia verificar tudo isso apertando o Google e dando um refresh no Facebook. Mas não é a mesma coisa (vocês sabem!). 

Na volta para casa mais um momento de solidão. Ao invés de sacar os fones de ouvido e ficar imersa em minha música, estava eu, observando os passageiros do pequeno ônibus 580 rumo ao Cosme Velho. Ônibus pequeno, pessoas em pé. Todas em seus smartphones. Teclando, luzes acendendo, jogando Cand Crush (que ano é hoje?) ou contando sua rotina para uma amiga do outro lado da linha.
E eu lá. Pequena nessa multidão conectada, aproveitando para refletir na vida.
Trânsito. Até o próprio motorista não aguenta e saca seu Samsung e coloca uma musiquinha de fundo. 


Parto a pé em direção para casa. O trajeto que costumava fazer de cabeça baixa e trombando em coisas e pessoas pela rua, fiz de cabeça erguida. Ao meu redor, meus antigos parceiros faziam o mesmo que eu há dias atrás: nenhum foco para frente, apenas para baixo. Ergui a cabeça como em um sinal: estou aqui! Eu existo! E segui para meu apartamento com calma e tranquilidade. Tão distraída que pude comer um churrso na barraquinha da esquina da General Glicério, que sempre esteve ali mas se mantém esquecida ora é minha pressa a chegar em casa.

Ainda estou sem meu celular. Volta e meio bate solidão e bate tédio. Mas também me fez compreender o quanto somos uma geração estranha. Saímos para jantar e ficamos no celular conversando com terceiros que não estão no recinto. Rimos dos vídeos que mostramos aos nossos amigos no Youtube: não seria muito melhor contar uma história engraçada, dando aquela invetadinha de leve? Mas ninguém mais tem paciência para escutar, apenas para digitar.

Não tiro o meu da reta. Sou completamente freak em relação a essa era do mobile. Mas me senti triste.

Triste e vazia de compreender que as vezes dou mais valor a esse gadget do que a momentos e pessoas tão especiais. Vou aprendendo que a melhor fotografia é o olhar, que a inveja sempre aparece com nossas mil caras e bocas no Instagram, que não conseguir olhar o email do trabalho deitada na cama é muito bom, que sem o celular no dia-dia consigo adiantar mil coisas que não faria se "deixa eu só responder essa mensagem rapidinho!". 


Ufa. Aprendi tudo o que falei mas cá estou eu, saindo do trabalho e torcendo para que o ônibus em direção a Copa chegue rapidamente para que eu não morra de tédio. Vai entender essa vida moderna.



sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Uma carta para mim mesma - De 10 anos atrás

{Respira fundo e escreva}

Olá Bianca, 

Estou escrevendo essa carta para te lembrar o quão leve e passageira a vida pode ser aos 15 anos. Agora, com 25 eu sei. Sei tantas coisas que há 10 anos atrás não sabia - ou pelo menos nem fazia questão de saber. Quando somos jovens o tempo parece efêmero. As horas não dão conta de tudo que queremos fazer, os minutos passam arrastados dentro de uma sala de aula, os dias correm nas nossas duas longas férias escolares. 
Agora mais velha eu sei. O tempo é precioso e não volta ja-mais. 

Talvez você tenha medo agora que tirou os óculos. Passou 15 anos da sua vida usando armação vermelhinha ou azulzinha, redonda, igual da Velma. Por isso ganhou apelidos - hoje em dia isso se chama bullying sabia? Chique. Mas não morreu por isso.
Naquela época você era magrinha  - parecia uma tábua de passar. Não morreu por isso de novo. Se soubesse o quanto hoje em dia essa barriga lisinha faz falta. Com 25 anos, a disposição para o combo aula-almoço-dormidinha-academia-curso de inglês não existe mais. E nem tempo para encaixar isso tudo. 

Você sofreu tanto por amor, né? Sempre paixões platônicas ou então as reais, que nunca eram como você queria que fossem. Por isso, aprenda: o príncipe não vem de cavalo branco e nem é o super star de uma banda famosa. O nosso príncipe você só ia conhecer dali há exatos dez anos mesmo. Mas calma minha filha, não precisa ficar nervosa e agoniada. Nessa trilha de anos você vai se divertir bastante! Vai amar ser solteira e a primeira vez que entrar na Baronetti com 18 anos, vai ficar feliz da vida. Mas não perca muito tempo nisso. É muita fila, empurra-empurra, vodka com red bull e ressaca no dia seguinte. Com o tempo você vai aprender que uma cervejinha num bom bar vale muito mais a pena. Aliás, anota aí: bares são um ótimo lugar para paquerar. Quem diria. 

Então, o amor é isso. Não sofra por quem não te merece. Você é mais forte do que imagina. Mas é exagerada e vai continuar assim sempre. Não há quem mude uma escorpiana. Quando ama: ama muito. Mas quando despreza, despreza o dobro. Você vai conhecer pessoas legais e outras nem tanto. Uns vão tentar fazer da sua vida um inferno mas você vai saber desprezar com classe e mandar um beijinho no ombro para os recalcados. Você é maior que qualquer dor de cotovelo, traição ou mensagens de sms não respondidas. Ah, em pleno 2014 tem esse tal de whatsapp que a gente consegue ver quando a pessoa recebeu e leu a mensagem. Perigoso para você, né?

Você tem sonhos de ser uma ótima jornalista. Sinto lhe dizer mas isso não vai rolar. Tira essa ideia de *profissão dos sonhos* da cabeça porque ela não existe. Ser a Fátima Bernardes nos dias de hoje não é uma coisa tão legal, vai por mim. Erga a cabeça para toda essa gente que diz que você não é capaz, afinal você repetiu 2 anos no colégio. Após 10 anos vai sambar na cara dessa gente, cheia de cursos e de alegria em saber que fez o possível e o impossível para ir atrás do seu sonho de estar formada. De beca e com tudo que teve direito, foi bonito! Por isso, não desanima. Se a matemática é um mistério para você, assuntos como história e literatura ainda permearão a tua vida por muitos anos. Que bom! Ninguém vive só de números nesse mundo. 

Por fim, queria dizer o básico: aproveite intensamente. Muitas pessoas importantes vão passar e sair da tua vida. Familiares, amigos, amores. Hoje após 10 anos o que fica é apenas o substancial e o necessário. Você vai aprender que um sábado sozinha em casa não é o desespero - é o descanso do corpo e da alma consigo mesmo. Vai aprender que família é mais que importante, é fundamental - serão eles que vão te apoiar, ouvir suas reclamações diárias, te fazer um miojinho quando você tiver fome as 3 horas da madrugada (sim, isso ainda vai acontecer bastante) e te amar verdadeiramente. Há momentos que não voltarão atrás nunca e ficarão apenas na memória - cada viagem ao Rancho Santa Mônica, cada mergulho perdido no posto 9, cada aula segunda-feira atrasada por causa de um pagode domingo, fotos na parede, copa do mundo de 2010, os intensos carnavais no Rio de Janeiro.
Ah, o carnaval! Vai aprender que não tem festa melhor do que essa. E que o Natal tem muito mais a ver com jogar conversa fora do que ganhar presentes. 

Suas amigas continuarão as mesmas do colégio, entrelaçadas e eternizadas na pele. Que delícia! Isso, pode comemorar a perpetuação do saudoso "PSM".
E o amor simples e verdadeiro chega. Chega sim, viu? Ele acalanta o coração e te faz sentir completa. Não espere aquele amor insano, isso é paixão passageira... O amor mesmo vem devagarinho num dia de domingo e numa boa sexta em casa agarrados vendo filme. Vai por mim. 


Não se preocupe com coisas bobas e com aquela velha questão "não tenho roupa para ir a festa hoje!". Isso tudo vai virar pó com o tempo... Talvez essa última nem tanto, mas tudo bem. Há coisas na vida mais importante do que isso e você só percebe quando já é um pouquinho tarde. Por isso aproveita bem essas dicas. A vida vai ser muito boa com você, tenha certeza. 10 anos depois espero por mais ainda 10 tão lindos como esse.

Ah, o último conselho de todos (juro!): Vai. E se der medo, vai do mesmo jeito.

Inspirado em: http://www.hypeness.com.br/tag/umacarta/ 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Da semana: um ótimo livro e um filme nem tão bom assim (me julguem!)

Olá!

Não tem nada mais gostoso (depois da pizza do Mamma Jamma :p) que um banho de mar, uma boa leitura e uma noite de filmes com seu amor. <3
E falando nisso, meu findí foi recheado de todas essas coisas o tempo todo e queria dar duas ótimas dicas: O Silêncio da Chuva e O Lobo de Wall Street. 
Tanto para quem curte um filminho em casa e tem a preguicinha de ler... e tanto para aqueles que são old school como yo e amam o cheiro de um livro novinho.  

O Silêncio da Chuva, de Luiz Alfredo Garcia-Roza....
Posso dizer? um dos melhores livros que já li nos últimos tempos! Não poderia deixar de ser um suspense policial maravilhoso, afinal os melhores livros que li (e que sempre escolho para ler) são desse gênero. Para mim, não tem nada melhor que um livro que te instiga a ler por horas a fio e te dá um dó de ter que largá-lo quando acaba. 
Com "O Silêncio" não foi diferente! Li em menos de uma semana e fiquei apaixonada pelo autor. Luiz Roza (para os íntimos kkk) é um psicanalista que já deu aulas alguns anos na Ufrj e que também, vez ou outra, ataca de autor e criador do Detetive Espinosa. Talvez por ser da área da psicologia, ele saiba criar os personagens de uma forma tão "real", com sentimentos confusos e ambíguos, o que nos torna próximo deles e de seus conflitos pessoais. 

Nesse livro, o primeiro da série do Detetive, o crime de um jovem e rico executivo deixa o Rio de Janeiro e a 1a DP na Praça Mauá sem dormir. Ricardo é um executivo de uma grande empresa que é encontrado em seu carro, morto com um tiro na cabeça, no edifício Menezes Cortes. O crime, aparentemente um assassinato, não possui testemunhas, o que deixa Espinosa e seu parceiro Welber (coloquei ele aqui só para não focar apenas no detetive, mas Welber é apenas um personagem coadjuvante, tadinho! rs) rodando a cidade através de qualquer pistas que possam ajudar em esclarecer o que aconteceu. Só que o que os dois não esperavam, é que peças chaves desse crime começam a desaparecer misteriosamente e seus principais suspeitos aparecem mortos dia após dia... 

Achei o livro incrível pelo simples fato de ser no Rio de Janeiro! kkk tô brincando! Mas boa parte da minha simpatia pelo autor e a história é de poder vivenciar cada espaço da cidade,como se eu mesma também tivesse fazendo minhas andanças pela praça Mauá, bar Luiz, Cinelândia, metrô do Largo do Machado... te trás uma proximidade real, não é mesmo?
Fora que o detetive Espinosa é um tipo de cara que eu adoro como personagem: meio looser e sem segurança de si mesmo, daqueles que te fazem ter "peninha" por se achar tão down... hehehe. 
A leitura vale muito a pena! Comprei a edição de bolso na livraria da Travessa do Centro e foi R$24,00. Agora estou em busca de "Janelas de Copacabana" do mesmo autor, que já foi super indicado. :) Vou comprar para já, pois se tratando de Luiz Alfredo Garcia-Roza não tem como ser ruim... já virei fã! 


Capa da edição de bolso... que por sinal, achei muito mais bonita que a edição normal #fikdik


Sobre O Lobo de Wall Street....
Bom, esse sábado após um belo dia em Grumari <3, fomos assistir o tão aguardado The Wollf! Com meu muso Leo Di Caprio, eu tinha grandes expectativas no filme. Até porque além de ser um dos meus atores favoritos, ele está concorrendo ao oscar de Melhor Ator, então por aí você já sente o peso do filme né?

São 3 longas horas da história de um cara que aos 24 anos faz seu primeiro milhão na tão famosa e irreal Wall Street. Leo Di Caprio é Jordan Belfort, um cara que sai da sua pacata vida de casado para o mundo fantasioso e cheio de "sexo, drogas e rock'n roll" da bolsa de valores. Ele cria sua própria corretora de valores e passa a vender ações de empresas pequenas e "ruins" (ahm, como vou falar isso? sou leiga no assunto, mas o que entendi é de empresas que não dariam quase lucro!) para clientes mais ferrados ainda. A empresa vai crescendo e chega a tão famosa e sonhada Wall Street, com Jordan ganhando milhões em apenas um dia. Com isso, ele começa a ser investigado pelo FBI e sua tão sonhada vida de ryqueza vai por água a baixo. 


Olha, Leozinho realmente nunca decepciona! Amo quando ele faz personagens desse tipo: malandro, sedutor e inteligente! Acho que cai super bem nele, né? Vide "Prenda-me se for capaz". Mas o filme.... 

O filme tem 3 horas mas poderia ser contado em apenas 1 hora e meia que já tava bom! As cenas de sexo e mulheres peladas são totalmente over assim como as cenas de drogas... praticamente é cocaína por todas as mesas, vidros e superfícies lisas do filme hehe!Achei isso muito apelativo... 
Apesar da história ser real (alguém procede isso? cadê esse cara? não morreu de tanto enfiar canudo no nariz?! #tômázinha), acho que o roteiro não explora nada além do que já citei acima. Não tem nenhum momento climax e nenhuma lição de moral no final do filme. A não ser aquela típica: o FBI é foda e prende geral que é mau hauahuaha #piadinhainfame

Ou seja, se você tiver buscando um filme bom para te entreter, sugiro escolher "O Mordomo da Casa Branca" que é ma-ra-vi-lho-so e já está no NET Now, hein? O "Lobo de Wall Street", para mim, valeu apenas pelo Leonardo di Caprio e pelo cômico gordinho de Superbad (que está de-mais!). 


Adorei esse poster do filme ;)

Trailler e informações de profissionais sobre o filme, aka críticos: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-127524/trailer-19523099/ 


Minha meta é assistir todos os filmes do Oscar antes da big night! Será que vou conseguir?


Kisses :* 




Portal da Barra, Búzios, Brasil

Hey hey!

No fim de semana passado resolvi fazer algo diferente... kkk 
Brincadeirinha!

Resolvi manter a maratona de viagens em janeiro (desde que cheguei do Reveillon não fiquei um fim de semana aqui no Rio! que bom!) e parti para Búzios na sexta-feira decidida a descansar e recarregar as energias para a próxima semana!
Ah, mas Búzios de novo? o que você vai falar de novo, que a gente não conheça?
Pois bem,  esse findi foram de novidades para mim tá? Desde pequena vou para Búzios com meus pais, já curti os tempos áureos de rolezin na Rua das Pedras, nights dentro do Mix e Anaconda, até a chegada da majestosa Privi (que eu odeio, btw)...
Mas hoje em dia meu negócio é viajar, colocar o pé na areia, comer e beber bem e depois curtir um jantarzinho gostoso. #tômudada #tôvelha 

Cheguei sexta e sábado de manhã já estava acordadíssima para aproveitar as praias! Meu fim de semana foi perto de Ferradura (sábado) e Ferradurinha (domingo). Tenho paixão por praias como as duas, sem ondas, mar calmo e gente bonita #sqn. Búzios estava cheio, claro, afinal estamos falando do 5° destino mais procurado por gringos no Brasil (sabiam, sabiam? me-do!), mas nada demais...
Quando estava na Ferradurinha domingo, começou a cair a ficha de como serão os preços daqui pra frente, em anos de Copa e Olimpíadas por aqui... 
Ferradurinha é pequena, com muitas cadeiras de madeiras e ombrelones. Esse kit gostoso que te proporciona sombra e água fresca custa apenas a bagatela de R$60,00. Ok, se você pensar que pode dividir por 5, 6, 7 pessoas, nem fica tão caro assim né?
Mas peraê... E se você quiser levar sua própria cadeira e barraca? não pode, gente! Os barraqueiros ocupam to-da a pequena extensão de areia e você acaba se sujeitando a compactuar com esse preço abusivo! Fora o refrigerante a R$7,00 e o banheiro para não clientes a R$10,00. 
Louco muito louco.

Mas ok. Vamos para a parte boa desse post! :)

No domingo, após uma praia até as 18h, fomos comer no Portal da Barra, um centro gastronômico ali perto de Manguinhos. 
Apesar de sempre ir para Búzios nunca tinha ido nesse lugar. E olha, que surpresa boa! Me apaixonei!
Chegamos por volta das 18h e o pequeno centrinho estava bem cheio!
Restaurantes como Quadrucci e o bar Anexo (que eu só conhecia da Rua das Pedras) tem suas filiais por lá.
Cadeirinhas de madeira, puffs, muitos drinks de frente para o mar... Sim, você pode curtir tudo isso vendo o pôr dol sol maravilhoso! 

Escolhemos ir no Bar dos Pescadores, que uma amiga já tinha falado super bem... e não deu outra! Um dos melhores pastéis de camarão que já comi! Bate o do Bar Urca hein gente? Mini camarões recheiam o pastelzinho todo... e se você pedir uma pimentinha ainda, fica melhor! ;) 
O lugar é bem pé no chão com mesas e cadeiras de plástico, o que difere até um pouco dos seus vizinhos que são mais "chiquetosos"... juro que prefiro assim, você se sente mais a vontade, vai de biquini e tals. 

Para beber: Stella gelada! Mas há opções como Heineken, Skol e a cerveja artesanal Noi (mesma que tem no Boteco D.O.C, que falei num outro post!). 
Para comer após o pastel: uma moqueca de Namorado com camarões VM que estava de-li-ci-o-sa!
Juro, depois que voltei da Bahia ando numa fissura por frutos mar, peixe, enfim... Quando vi aquela moquequinha na mesa ao lado, não tive dúvidas que queria aquilo pra mim! hehehe #gordinhatensa
Pedimos 2 moquecas separadas (uma de peixe e a outra de camarão) e dividimos por 4 pessoas e mesmo assim sobrou tá? Vem super bem servido!
O preço do lugar é aquele de sempre... nem muito caro mas também não muito barato... Achei o preço "justo" pelo atendimento, comida e o lugar. De frente pra praia, garçons atenciosos e um tempero bem gostoso ;)
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tomando um solzinho gostoso na Ferradurinha ;)

https://images-blogger-opensocial.googleusercontent.com/gadgets/proxy?url=http%3A%2F%2F4.bp.blogspot.com%2F-0mBZZkdAt2Q%2FUuZoNf99DSI%2FAAAAAAAAAQ0%2FYSsz1GqRuf0%2Fs1600%2Ffoto%2B1%2B(1).JPG&container=blogger&gadget=a&rewriteMime=image%2F*
andando pelo Portal da Barra. Lindo né? 

https://images-blogger-opensocial.googleusercontent.com/gadgets/proxy?url=http%3A%2F%2F2.bp.blogspot.com%2F-1OTUkcUmenA%2FUuZoPc46QMI%2FAAAAAAAAAQ8%2FUAnsopbtEGM%2Fs1600%2Ffoto%2B2%2B(2).JPG&container=blogger&gadget=a&rewriteMime=image%2F*
o sol indo embora em frente ao Bar dos Pescadores <3

Saímos de lá quase as 20h30 da noite, satisfeitos e felizes hehehe. Na volta, os outros lugares estavam bem cheios e me deu uma vontade imensa de esticar em um bom vinho no Quadrucci. Quem sabe quando eu voltar lá! 

Beijo!


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

To read: A menina que não sabia ler

Oi! 

Acabei de ler mais um livro. Mais um vazio em meu peito e pequeno coração.

Vocês também se sentem assim? dá um dó largar um livro bom, né? você guarda as páginas para ler quando tiver um tempinho, imagina os lugares e os personagens e fica triste quando acaba.
A sorte é se virar filme! hehe #sqn #nenhumfilmebarraumlivro #porissoquetinhaqueteramanhacerparte9273672

Enfim...

Acabei de ler "A menina que não sabia ler" do autor John Harding. Nunca tinha ouvido falar nesse autor antes mas também não sou o tipo de leitora que se prende muito ao livro por conta disso. Se a história me parece boa, tô querendo ler. E se a capa for melhor ainda? quero ler x 1000. Aquele ditado: "não julgue um livro pela capa" não se aplica a mim hehehe!

A história é mais ou menos a seguinte (lá vem as resenhas mais enroladas da história ever, porque assim né, não sou jornalista - só tento ser...):
Florence é uma menina de 13 anos que vivem nos meados do século 19 com seu irmão menor, Giles. Os dois vivem em uma mansão imensa mas que está jogada as traças e a passagem dos anos. Os irmãos só possuem um tio distante que não liga muito para eles.
Passando os dias dentro daquela casa, Florence encontra uma biblioteca com mais de 500 livros e se delicia por eles. Porém, o tio da garota não gosta que ela leia e a sua governanta, Sra. Grouse acredita piamente que Flo nem saiba abrir um livro.

Com o passar do tempo, Flo vai descobrindo que a casa e a biblioteca tem mais mistérios do que parece. Através de fotos e livros, ela quer descobrir quem foram de verdade seus pais, por que seu tio nunca aparece e por que ela não pode aprender a ler?
Com a chegada de uma nova preceptora, a vida de Florence e Giles é ameaçada a mudar de vez. E é aí que todas essas perguntas parecem receber suas respostas... 


Ok, vou acabar a resenha aqui porque fica um ar de "você vai ter que ler para descobrir todas essas questões". MAS NÃO! Porque você não descobre p**** nenhuma, gente!!!
Calma, deixa eu explicar. Eu não escreveria sobre um livro que tivesse detestado.

O livro em si é ótimo. Tem uma narrativa ágil e que muitas vezes me lembrou os mistérios e personagens de Zafon. O enredo também tem tudo para dar certo: menina solitária e seu irmão são atacados por uma nova empregada e conseguem se safar dessa e ainda responder todas as perguntas sobre suas pobres vidas.
A cada página do livro eu me sentia instigada a terminar logo e todo dia era "só mais um capítulo!"
Eis que hoje, cheguei no capítulo final - o de número 32. Esperava um final genial, daqueles que a gente se pergunta como não percebeu isso antes... E também esperava que todas aquelas perguntas acima fossem respondidas mas NADA DISSO ACONTECE! 
De fato, o livro tem um final. O final até pode ser dito como morno ou sem graça (como foi pra mim, infelizmente) mas você pode enxergar que no final das contas, aquela menina doce que Florence parecia ser não é tão doce e boazinha assim e que de verdade, somos capazes de fazer qualquer coisa por aqueles que amamos (cada vez mais que leio livros de suspense me deparo com isso gente! e pior que tem gente assim! me-do!)... 
Mas o final não chegou aos pés do que eu esperava que fosse pra mim. Não respondeu nenhum dos mistérios que construí em minha mente e me deixou muito decepcionada.
E se tem uma coisa que me deixa mal é terminar um livro com aquela angústia e sentimento de "e agora?". Normalmente esse "e agora?" se refere a que vida eu terei depois de me despedir dos maravilhosos personagens mas "A menina que não sabia ler" me deixou com a pulga atrás da orelha e me sentindo uma burra por ter esperado tanto de uma história... 


Mas como não desisto nunca, já está separado um livro novinho em folha para me entreter: "O silência da Chuva" do Luiz Garcia Roza. Será que é bom? Espero que sim. 

A menina que não sabia ler
John Harding
Editora LeYa 


:***